terça-feira, 26 de abril de 2011

Divulguem, professor desaparecido


EZIO DA SILVA GUEDES

COR BRANCA, TEM 37 ANOS

Desapareceu dia 30/03 ao sair da escola.Professor de inglês, mora sozinho na
avenida Paulista. Constataram o desaparecimento, porque o diretor da escola ligou para a familia em busca de informações, devido a ausência no trabalho.A familia foi ao apartamento onde ele mora, há 13 dias ninguém o viu mais por lá.
O celular cai na caixa postal.

Qualquer informação, entrem em contato com os números abaixo.Por favor evitem trotes.

OI 11 6720.6822(Isa)
TIM 11 8304.6406(Isa)
VIVO:11 9717.6922(Leslie)

Vamos repassar essa mensagem, uma forma de ajudar a família.Obrigada

sexta-feira, 18 de março de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Não enfie as unhas na minha maçã!



Uma bela tarde de verão sentada na varanda, avistando o horizonte, uma sinfonia suave de pássaros, cigarras e crianças, longe paulicéia desvairada, enfim um tempo para relaxar. Busco uma maçã, fruto vermelho, suculento. Preparo-me para primeira mordida quando em fração de segundos reparo um sinal de unha na fruta.
A magia do momento é interrompida drasticamente, um rasgo no formato de unha, mas de quem poderia ser?Como não percebi no hipermercado, fui atrás de outra maçã na geladeira, pelo menos quadro unidades estavam com sinais de unha.
Voltei indignada para a varanda, e fiquei observando-a entre as mãos. De quem seriam aquelas marcas de unha? Minha imaginação busca o autor daquela violação.
Poderia ser uma mulher ou um homem, aí vem o temido questionamento. Quais seriam os hábitos de higiene dessa criatura? A fruta tinha sido higienizada quando chegou das compras, mas marcas profundas permanecem ali.
Quem já não passou por uma situação semelhante?Vocês já observaram, nas quitandas ou gôndolas de hipermercados? As pessoas parecem ter olhos nas mãos, esmagam as frutas ou legumes, apertam com os dedos ou enfiam as unhas sem piedade.
Já vi essa cena centenas de vezes, senhoras esmagando tomates, enquanto outras vítimas recolhem-nos e levam uma mercadoria lesada para casa.
Concordo com os caros leitores, a minha intransigência com algo aparentemente simples é um exagero. Amigos é necessário apertar, unhar para saber se o alimento está em boas condições? Nós mesmos somos obrigados a consumir esse mesmo alimento maltratado.
Volta às compras, caros leitores. Assisti diversas vezes, atônica, pessoas esmagando frutos, e também iniciando a compra por alimentos perecíveis como carnes, frios e até mesmo sorvete. Para depois pegar os grãos , enlatados etc.Horas e horas vagando pelos corredores, enquanto seus produtos vão deteriorando, ficando expostos as bactérias.
Daí essa figura chega a sua casa vai preparar a carne, odor e aparência desagradável, reclama que o lugar vende carne estragada; o filho toma o iogurte e tem uma infecção intestinal e a culpa é do fabricante.
Vamos para o pior caso, é quando pessoas recolhem todos esses produtos perecíveis, ficam passeando por horas e depois desistem da compra. Daí vem um funcionário do estabelecimento e vai recolocando cada coisa em seu lugar.
Você um cidadão consciente, pega aquela mercadoria já comprometida, pelo erro de pessoas sem bom senso e leva inocentemente para o seu lar.
Essas mesmas criaturas de “unhas enormes” e hábitos questionáveis, quando saem do Brasil para visitar outro país são maltratadas lá fora, humilhadas. Julgam-se vítimas, descriminadas por outras culturas.
Experimente enfiar a unha na maçã no exterior. Fique vagando horas no hipermercado e deixando mercadorias para trás, ou então furando fila; estacionando em vaga especial, responderá pelos seus atos.
Para essa grande nação, falta apenas mais educação, civilidade e igualdade de condições. Mas “friso”, em muitas das atitudes citadas aqui, não são cometidas por pessoas mais humildes, que temem cometer algo errado, e sim por pessoas com um bom nível intelectual e financeiro, então posso concluir que é apenas falta de civilidade e bom senso.
Mas para que tanto samba, para poucos foliões?Estamos no Brasil, onde tudo o que se planta dá. Já dizia Gonçalves Dias na Canção do Exílio:
“Minha terra tem palmeiras onde cantam os sabiás
“As terras que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá.”
Mesmo assim. Não enfie as unhas na minha maçã!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ser bom é sinal de fraqueza? Filosofando com meus botões...



Filosofando com meus botões, tenho pensado muito no assunto. Um tempo atrás li uma frase qual desconheço o autor: “Ser bom é ser fraco, os maus são fortes e não se acovardam”.
Independente de ideologias religiosas ou estigmas de moral, isso reflete a nossa sociedade atual.
Pertenço a uma geração imediatista, mediante aos avanços tecnológicos e a uma cultura descartável, onde o hoje já é passado. Qualquer pessoa pode transmitir informações sem conteúdo e preparo, até mesmo o jornalismo ficou banalizado deixando de fora a obrigatoriedade de uma formação acadêmica.
Vamos com calma não estou diminuindo nenhuma forma de expressão, não sou formada em jornalismo e pertenço a essa geração de forma cronológica. Estou, digamos, deslocada neste contexto; porque tenho muito interesse no passado; sempre tive o habito da leitura; e o gosto por toda manifestação artística.
O passado reflete tudo o que foi construído através do tempo na história tanto para o bem, como para o mal. Certamente até mesmo influencia esses novos conceitos da atualidade, visto que nossos pais foram de uma forma geral receberam uma educação mais repressora e com a sensação de opressão, afrouxando as rédeas com seus futuros filhos, dando-nos asas.
O excesso sempre é prejudicial ao homem tanto para o bem, quanto para o mal. O preconceito, opressão, falta de liberdade são altamente prejudiciais ao desenvolvimento de nossas capacidades intelectuais e sociais. Mas a outra face da moeda também pode ser traiçoeira, anestesia moral e latente procurando de todas as formas, alterar a realidade, impedindo que conheçam a frustração, que os limites e que toda ação gera uma reação.
Há pouco tempo, fui a um shopping e fiquei observando o comportamento de pais e filhos, um garotinho de 4 ou 5 anos, estava a principio convencendo a sua mãe da importância de ganhar um celular. A discussão sobre o assunto foi ficando acalorada,o garotinho até então, com uma argumentação bem consistente para a sua idade cronológica.Joga-se contra ao chão, esperneia ao berros, a mãe constrangida compra o celular a uma criança de no máximo 5 anos de idade.
Mais tarde no mesmo dia vejo em um noticiário, o caso de um jovem rapaz, que pega o seu carro super irado e atira contra outro jovem, Não bastasse isso sai sem prestar socorro, parado por policias negocia propina. Para o azar do jovem o outro não é um pobre coitado, e a noticia alastra-se vertiginosamente, sem ter como fugir do fato, com ajuda dos pais, que não estavam na hora do fato, mas estão a postos a aparar as arestas dos filhos que não podem ser submetidos a nenhuma dor moral.
Quando vi junto aos seus não estava ali um homem que possui carro irado, abusa da velocidade e atropela o semelhante, mas sim o menino do shopping que ganha o seu celular após uma crise manhosa. Em nosso país é um fato que as leis não são para serem cumpridas e sim discutidas. Ser esperto é burlar a lei, o radar, a fila do banco, sonegar imposto, trapacear, mentir, enganar. Jovens da classe média alta na marginalidade, hoje a marginalidade não está mais atrelada a classe social, ou a as necessidades extremas, a desigualdade social.
Confesso que também fui uma criança temperamental, mas meus pais procuravam passar conceitos como: Da mesma forma que eu tenho vontades, direitos, os meus semelhantes também os têm; O que dói em mim dói no outro. Recordo de uma passagem da minha infância, tinha uns 8 anos briguei com minha mãe por motivos tolos, fiquei chateada e disse vou embora daqui, ela respondeu no calor dos fatos: então vá.
Eu arrumei uma mochila, com poucas roupinhas, o meu palhacinho Caetano, um sanduíche com pasta de amendoim e uma fanta uva. Aproveite uma distração da minha babá, e sai porta a fora.
Andei, andei, cheguei até um ponto onde podia avistar a rodovia, olhei para trás e pensei em meu irmãozinho, no papai que escovava meus cabelos toda noite, em minha mãe que era severa, mas lia para mim, contava histórias, levava para as atividades de caridade.
Pensei naquelas crianças, as quais minha mãe dava as minhas roupinhas já apertadas e gastas e brinquedos esquecidos e resolvi voltar para o meu lar.
Mas estava tão cansada, sentei na guia da calçada. Num certo momento meu tio pára o carro e corre em minha direção. Chegando a casa vi nos rostos dos meus pais as lágrimas e um alívio, um abraço apertado, depois minha mãe, mandou tomar banho para jantar e de castigo por uma semana sem TV e um mês sem doces.
Reclamei baixinho, hoje percebo que a vontade dos meus pais naquele momento era cobrir-me de carinho, doces, dariam a própria vida por mim, mas o momento era fazer-me refletir sobre os meus atos.
Errei muitas vezes, acertei poucas, sou boa e não me acovardo ao mal tempo. O bem é a luz que brota das boas ações, isso não é sinal de fraqueza e sim de humanidade, o mal cada vez que é praticado escurece o nosso ser, nos faz homens feitos de cabaça e nos arremete o caos. Não quero impor uma verdade absoluta, estou apenas filosofando com meus botões.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Embriagada de Luz


Espalho retratos pelo chão de estrelas
Mergulho no rio das palavras rasgadas
Brado xingamentos confusos na ira
Recobro o equilíbrio na corda bamba
Inspiro luz
A vida espalhada pelo chão de estrelas
Gritando palavras rasgadas
Aparando as arestas dos retratos difusos
Dos brados confusos da ira
A vida na corda bamba, embriagada de luz.
(poema de Luciana Port-aux)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Minha quadra de ases está próxima...


O ano começou e alguns planos julgados como certo, agora escapam entre os dedos como areia fina. Um sensação de desconforto misturada com alívio invade as idéias tortas preenchidas em folhas de papel reciclado.
Inexplicável! As linhas estavam bem distribuídas, o texto bem formatado com idéias inovadoras e um requinte de detalhes. Hoje a visão do mesmo projeto é o desdém, a insegurança invade cada estrofe, o discurso soa vulgar e até mesmo surreal.
Os planos do ano anterior a pouco transformados em éter, o passado guardado na gaveta com desvelo se faz empoeirado, cansado e por muitos esquecidos.
Lágrimas de insatisfação insistem em brotar a alma temerosa frente ao acaso. Julgava ser possível buscar naquela velha história uma continuação sem sofrer interferências externas.
As portas aparentemente acolhedoras fecham-se todas ao mesmo tempo em frente aos meus sonhos mais caros. Os rostos sorridentes, agora são pedra e ao tocá-las viram pó.
Os caminhos até então verdes de chão batido, agora é tortuoso, cheio de armadilhas. A vida tornou-se um grande tabuleiro de xadrez, e as peças representam cada pessoa antes julgada amiga.
O ano novo revela detalhes de um castelo de cartas, que ao qualquer movimento desmorona, espalhando valetes, reis de espadas, damas de ouro, rainha de copas. O jogo mudou repentinamente, melhor recolher as peças do tabuleiro.
Esse momento preciso guardar a menina no peito, encarar os desafios da realidade bruta e aprender a blefar, usar o raciocínio lógico, não demonstrar meus sentimentos, calcular reações e gestos. Pelo menos durante a batalha de uma concorrência inflexível, burra e temerosa de sua própria falta de capacidade. Trocar o rosa pela a armadura de Jorge, defender-me com seu escudo e atacar com maestria o coração feito de cabaça dos rostos de pedra.
Lavar na fonte da vida o meu espírito de toda amargura e medo, rasgar as folhas de papel reciclado e queimá-las na fogueira das vaidades.
Momento de colocar novas folhas em branco na mesa e buscar no alívio do princípio a sensação do novo desafio, usar da experiência adquirida na queda para fincar a minha bandeira.
Minha quadra de ases está próxima, abram as cortinas para o novo espetáculo, o ano novo já chegou e em breve ficará velho como meus sonhos desfeitos em éter.
(Autoria: phLuciana Porto

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"True Colors" Eva Cassidy Tradução HD



Mas eu posso ver suas cores verdadeiras
brilhando sem parar

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Blues, whisky e poesia nas noites quentes de Havana




As horas passam lentas nas noites quentes de Havana
O quarto quase vazio sob a luz da lua e do pequeno abajour
Meus dedos percorrem o teclado procurando inspiração
Blues, whisky e poesia
O suor salgado começa a escorregar da minha nuca
Odor de incenso de mel mesclado ao meu cheiro de rosas
Albert King abafado pelos latidos dos cães na rua vazia
Blues, whisky e poesia
Abro bem as cortinas e encosto no parapeito
Uma viagem ao tempo entre casas coloniais e cadillacs
Um casal bêbado percorre a calçada dançando uma salsa imaginária
Blues, whisky e poesia
Sou beijada pelas noites quentes de Havana
O hálito da noite provoca um torpor,
Com um leve odor de charuto cubano e mojito
Blues, whisky e poesia
O negro da noite toca minha pele branca e enxuga o meu suor
Sopra ao pé do ouvido segredos raros de La Habana Vieja
Solta meus cabelos de sol e beija a minha boca pequena
Blues, whisky e poesia
Danço para a lua, com a boca molhada de whisky
Não estou mais sozinha na noite vazia
A poesia está ali, solta, percorrendo o quarto colonial
Blues, whisky e poesia
Ela fala de paixão, odores, sabores e canções
Os segredos raros de La Habana Vieja
Casais embriagados de poesia nas noites quentes de Havana
Blues, whisky e poesia( Texto Lu Port-aux)
Foto Arquivo Pessoal: Projeto En Cena Abajour.